sábado, 31 de janeiro de 2009

TÁXI!


Estou sempre a dizer que podia escrever um livro com as "pérolas" que tenho apanhado nos táxis, mas como escrever um livro não está nos meus planos para um futuro próximo - e, se o fizesse, seria uma coisa mais elaborada - resolvi criar uma categoria "Táxis". Eu, no fundo, dava uma boa crítica de táxis. Como há críticos de Teatro, Cinema, Gastronomia, etc., poderia chegar aqui e escrever "Hoje viajei no táxi nºxxx da Retalis, da Graça para o Marquês de Pombal. Havia no táxi um aroma intenso a tabaco e suor de três dias. O motorista escolheu o trajecto mais longo, aproveitando para dar uma voltinha pelo Campo Grande". Hoje não aconteceu nada de especial, à excepção de um motorista que disse que tinha sido operado aos "arrenóides". Deve ter sido um complicado procedimento cirúrgico de remoção da parte do cérebro que permite pronunciar as partes da anatomia correctamente.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009


"The only thing this b*tch ScarJo should cover is her f*cking mouth."
Michael K, DListed
E eu não poderia estar mais de acordo. Scarlett Johansson volta atacar, desta vez com um cover de "Last Goodbye", de Jeff Buckley. Quando ouvi o primeiro single da Scarlett Johansson (que também era um cover de alguém que não me lembro porque recalquei), desejei ser portadora de um aparelho auditivo para o poder desligar e deixar de ouvir, tal como fazia o meu avô para não nos aturar. Lá porque ela é boa actriz (o que é perfeitamente discutível) não tem que ser, necessariamente, uma boa cantora. Além disso, ocorrem-me outros actores cujos covers de outros intérpretes seriam bem mais interessantes, mas isso pode ficar para outro post...

LAVANDER...


Por falar em coisas ridículas, os anos 80 foram uma época rica em duas coisas: maus videoclips - na verdade, houve um boom porque foi também a década de lançamento da MTV - e maus penteados - estavam na moda as permanentes e outros tipos de destruição capilar. Neste post podemos ver o que acontece quando um mau penteado aparece num mau videoclip. Debrucemo-nos, então, sobre este fenómeno.
  • O vocalista tem alopécia degenarativa (é o nome fino para "está a ficar careca"), mas isso não o impede de usar franja e trancinhas, o que acontece muitas vezes nos homens practicamente calvos: agarram-se com unhas e dentes aos cabelos ainda existentes e aproveitam para fazer manobras "estilosas" arriscadas. Veja-se, por exemplo, esse raio de luz ao fundo do túnel dos carecas que foi o Michael Bolton nos anos 90.
  • O vocalista está em overacting. Por favor, Sr. Vocalista dos Marillion, acha mesmo que é preciso tanta emoção sobre uma canção que tem nome de aroma de sabonete? Tanta revolta, tanto sentimento...pela Lavanda? E porque é que nenhuma banda portuguesa fez uma música sobre o Feno de Portugal?
  • O vocalista não cabe no casaco. Ou melhor, o tamanho do casaco não foi suficiente para esconder a barriga do vocalista e esta acabou por fazer uma participação especial e está ali quase que a dançar e a cantar, tipo meninas do coro.
Resumindo, temos um vídeo com um homem quase careca, mas com um penteado esquisito, barrigudo e de meia branca a cantar sobre um sabonete.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

NINGUÉM SABE QUE...


...na verdade, lamento ter tempo livre para fazer este tipo de posts.

NINGUÉM SABE QUE...

...colecciono pulseiras, mas já não tenho onde as arrumar. É como se "A Invasão das Pulseiras Assassinas de Marte" estivesse a a acontecer no meu quarto.


Às vezes, há pessoas que me dizem que as coisas que escrevo no meu blogue são um bocado fúteis e que devia escrever mais sobre assuntos da actualidade. Quem me conhece bem, sabe que tenho interesses para além dos squats da Trevi e de outras personalidades do panorama "pop". A verdade é que acho que não faz sentido escrever sobre coisas da actualidade porque são, na maior parte, absurdas e ridículas por si só. Fazer piadas sobre o estado do nosso país, por exemplo, seria como fazer uma piada sobre uma anedota de alentejanos (quem diz alentejanos, diz louras).

Fascina-me o ridículo das pessoas que se levam demasiado a sério, as pequenas coisas patéticas que fazemos durante o dia, como eu, que acabo de pedir licença ao cão da minha vizinha para me deixar passar ou a vez que agradeci à caixa multibanco por me ter dado dinheiro.

Quem quiser ler sobre a actualidade, pode sempre ler o blogue do Pacheco Pereira. Além disso, as estatísticas demonstram que grande parte dos visitantes do meu blogue chegam cá a partir de pesquisas tão eruditas como "hemorroidal", "biografia de Zezé Camarinha" e "estátua de um menino a fazer xixi na Bélgica".

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

NINGUÉM SABE QUE...


...tenho um casaco guardado no congelador.

domingo, 25 de janeiro de 2009

PINK DOES THE TREVI SQUAT



Aconteceu outra vez. Ontem apanhei mais um taxista racista. "Os pretos são todos burros", dizia o senhor. "Desculpe, mas não é assim", respondi. "Você conhece algum preto que não seja burro?", perguntou o senhor, que pelos vistos deveria ter sido laureado com o Prémio Nobel da Ciência e, com mais uma forcinha, também tinha levado o Nobel da Paz. "Conheço", respondi eu, "e também conheço brancos bastantes estúpidos" (como tu, que se fosses inteligente tinhas percebido a dica e calavas-te). Mas não. Continuou: "um branco nunca é burro. Pode é, às vezes, nascer de pernas para o ar". Entretanto, um carro passa por nós, na tentativa de fugir à camioneta do lixo, mas a única coisa que consegue é complicar ainda mais o pequeno caos que já se tinha criado ali no Largo da Graça. "Está a ver isto, menina?!". "E é branco!", comentei eu. E era mesmo branco, quase anémico, de barbicha preta e óculos. "É escarumba! Não vê que ele é meio escarumba! Eles são todos burros. Já viu algum a ocupar um cargo importante?". "Já", disse, na esperança que a luminária se lembrasse que, ainda esta semana, Barack Obama tinha tomado posse como Presidente dos E.U.A., mas ele não deve ter visto porque estava muito ocupado a descobrir a cura para o cancro ou nalguma cimeira da ONU.

Quando estávamos a descer a rua de minha casa, enquanto ele contava como "um preto com um carro igual ao dele tinha tido a lata de se picar com ele", numa competição automobilística inter-racial, decidi que seria divertido mostrar-lhe o verdadeiro parvalhão que ele era. Já depois de lhe pagar, disse: "Sabe, o senhor tem que ter mais cuidado com os comentários que faz porque nunca sabe quem leva cá atrás. É que pode não parecer, mas eu sou filha de um escarumba (apesar de ser bastante "claro" que sou filha de um frigorífico e de uma máquina de lavar roupa)". O homem mudou de cor (no pun intended) e desculpou-se, sem pedir desculpa, dizendo que se o termo escarumba não era para ofender. "Pois não, é um termo carinhoso, assim como todos os outros comentários que o senhor fez durante a viagem" e saí do carro, para entrar um grupo de amigos negros que, para lhe darem dinheiro a ganhar, já preenchiam todos os requisitos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

AI...


Ontem voluntariei-me estupidamente para a segunda parte do treino e hoje parece que fui espancada por um lutador de sumo furioso...