No outro dia fui ao Starbucks de Belém com Mamãe (olha, rimei) e o senhor da caixa disse-lhe "É a primeira vez que vem aqui, não é?", como se aquilo fosse o café do bairro e como se ele não fizesse turnos e se lembrasse de cada uma dos milhares de pessoas que fazem filas para beber um "galão quitado" pelo preço de quatro. E depois perguntam-nos o nome e escrevem-nos no copo que é para dar um ar mais humanizado à coisa. Mais vale ir à leitaria do Sr.Américo aqui no bairro, pedir-lhe que ponha umas pedrinhas de gelo e uma palhinha num galão, que ele sabe muito bem como me chamo, trata-me por "Menina Mariana" e, se eu me tiver esquecido da carteira em casa, ainda me faz um fiado. Quando voltei a um Starbucks, esta semana, passei a chamar-me Madonna.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O Que Acontece Quando Me Perguntam O Nome No Starbucks
No outro dia fui ao Starbucks de Belém com Mamãe (olha, rimei) e o senhor da caixa disse-lhe "É a primeira vez que vem aqui, não é?", como se aquilo fosse o café do bairro e como se ele não fizesse turnos e se lembrasse de cada uma dos milhares de pessoas que fazem filas para beber um "galão quitado" pelo preço de quatro. E depois perguntam-nos o nome e escrevem-nos no copo que é para dar um ar mais humanizado à coisa. Mais vale ir à leitaria do Sr.Américo aqui no bairro, pedir-lhe que ponha umas pedrinhas de gelo e uma palhinha num galão, que ele sabe muito bem como me chamo, trata-me por "Menina Mariana" e, se eu me tiver esquecido da carteira em casa, ainda me faz um fiado. Quando voltei a um Starbucks, esta semana, passei a chamar-me Madonna.quinta-feira, 23 de julho de 2009
CONVERSAS TELEFÓNICAS ll e III- O Operador do Call-Centre Ataca de Novo

O senhor do call center deve ter adorado a minha resposta porque ligou novamente ontem à tarde mas, desta vez, nem perguntou pela assinante, pediu logo para falar com o responsável pelo telefone. Respondi-lhe que, de momento, o responsável pelo telefone não se encontrava em casa porque tinha saído com o responsável pela máquina de lavar louça. Sabia que aquilo não ia ficar por ali e, tal como previa, à noite voltei a ser contactada pela empresa mas, desta vez, por uma mulher.
- Boa noite, fala (menina do call centre) da (operadora de comunicações). Seria possível falar com a (nome da assinante, neste caso, Mamãe)?
- Neste momento, não está?
- E seria possível falar com um responsável pelo telefone?
- Um momento. Senhor Graham Bellllllllllll??!! Olhe ele não pode vir ao telefone.
- Qual será a melhor hora para voltar a contactá-lo?
- A hora não sei, mas é melhor ser com uma mesa de pé-de-galo, que ele ele já morreu há uns aninhos...
- ... (telefone desligado na minha cara).
terça-feira, 21 de julho de 2009
CONVERSA TELEFÓNICA

-Está sim? Boa tarde, fala da (empresas de telecomunicações). Seria possível falar com a Senhora(nome da assinante, neste caso, Mamãe)?
- De momento não está.
- E não é possível falar com alguém responsável pelo telefone?
- Responsável pelo telefone, não. Só pelo frigorífico.
- Não, então eu volto a ligar...
- Só se quiser falar com a responsável pelo frigorífico...
- Não, obrigado. Boa tarde.
Já que não param de ligar cá para casa, ao menos dou-lhes tanga e ainda me divirto um bocadinho.
domingo, 12 de julho de 2009
É dos iogurtes...
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Hoje é aquele dia do ano em que eu fico mais velha e, por isso, comecei os festejos com uma noitada com o meu primo e deitei-me às 6 da manhã, para me levantar às 9. Estou muita bem desta cabeça e isto acabou de começar. Hoje ainda vou para os Santos Populares e depois amanhã é o meu Super Sweet 16. Tudo graças ao poder do Guaraná e uma Lady Gaga para animar (o meu amigo Zé diz que a Lady Gaga parece ´que vem do Seixal).
quarta-feira, 10 de junho de 2009
MANANA'S SUPER SWEET SIXTEEN
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Querido Diário:
Dia 2. Os meus dentes estão um nadinha mais brancos, mas hoje dou explicações e tenho medo de entrar em surtos narcolépticos a meio de uma Passive Voice ou de um Reported Speech. Apesar de ter dormido 9 horas, ainda me sinto com 444444jeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeg nnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnrjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj gjjjjjjj.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Querido Diário:

Hoje estou a enlouquecer lentamente porque durante duas semanas não poderei beber café, fumar, beber Red Bull e ingerir alimentos que tenham corantes. Isto tudo porque um amigo meu que é dentista me disse que os meus dentes estavam ficando marrons e comecei a fazer um branqueamento.
Sinto-me um bocadinho como aquele rapaz que se desintoxicou na SIC, mas com mais mau feitio.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Hoje n'Os Trolhas Cantadeiros: Concerto de Chopin Para Assobio de Trolha

Os trolhas que estão a construír o prédio aqui ao lado são uma espécie de Il Divo da construção civil. Todas as manhãs acordo, não com o martelo pneumático, mas com os seus números musicais. Estes senhores são eclécticos. Eles cantam música portuguesa, fado, música africana e música brasileira. Também assobiam e, qual não foi o meu espanto, quando no outro dia sou acordada com um "Aleluia" em jeito gregoriano (é pena é estarmos na Quaresma). Estou tentada a emprestar-lhes uns cds para poder acordar com a Carmina Burana. Ou isso, ou chamo o S.E.F.
Outra coisa que me intriga é que eles não dizem asneiras. Só fazem música e constroem prédios e, às vezes, tenho um certo medo que eles me ouçam falar e que me apanhem na rua e digam "Olhe, menina, tem um linguajar muito porco. Não se importa de falar mais baixo, pelo menos das 8.30h às 18.00h?".
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Coisas Que Me Irritam
quinta-feira, 5 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Depois de uma semana e meia de pausa nas idas ao ginásio, foi com grande alegria que reparei que agora há um DJ às Terças e Quintas a passar música, o que até é agradável porque aquilo já parecia uma discoteca. Bom, bom era resolverem aquele problema do bebedouro só dar água e porem lá uma botijinha de vodka.domingo, 15 de fevereiro de 2009
LEITE FRIO

Não recebi correio sobre o Dia dos Namorados, por isso suponho que os leitores estivessem muito ocupados, ou a fazer um programa com os respectivos/as namorado/as ou a deitados na cama a chorar, a ver filmes da Disney e a comer pipocas ou chocolates. Ontem tive um programa bastante interessante: Feira de Antiguidades no Centro de Congressos de Lisboa, seguido de Milk (o filme, não um copinho de leite). Apesar de estar um frio na sala e eu estar completamente encolhida na cadeira, achei o filme verdadeiramente inspirador e bastante oportuno, tendo em conta a saga da Proposition 8 na Califórnia (ver aqui) e a história dos casamentos entre homossexuais, por cá. Saí do cinema a pensar que faz muita falta um Harvey Milk português.
Se ainda não foram ver o filme, vejam a interessante história deste senhor aqui.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mais um dia de alegre convívio com os senhores da Zon, esses brincalhões. Hoje fiz uma experiência maravilhosa. Estava com um problema na ligação à net e resolvi pedir o auxílio do apoio técnico via telefone. Do lado de lá, disseram-me que o problema devia ser do meu computador, que devia ter feito um download de um programa que agora interferia com a ligação, mas faziam o favor de me sugerir uma empresa de assistência informática. "Isto não é, tipo, ilegal?", pensei eu. Resolvi insistir: liguei mais uma vez e, desta, quem me atendeu foi uma simpática rapariga que disse que o problema não era deles, mas que ia reportar o problema a outra equipa que me contactaria nas próximas 24 horas. "Isto não é para, tipo, engonhar e despachar o cliente?", pensei eu. Resolvi ligar, só pelo gozo, para saber que diagnóstico é que me faziam à terceira e eu já apostava que era um diferente. A rapariga começou por me dizer que era da firewall ou das definições do antí vírus e que não podiam fazer nada e depois de eu jurar a pés juntos que não tinha mexido em nenhuma dessas configurações do pc, ela ficou muito enervada e disse que sabia que eu já tinha contactado a empresa e que a situação já tinha sido reportada, mas que não valia a pena porque o problema não era deles. A equipa já não me ia contactar. "Isto não é, tipo, uma grande palhaçada?", pensei eu.
Afinal, a menina devia estar a pregar-me uma partida de Carnaval. A equipa acabou por me contactar e conseguiram resolver-me o problema via telefone.
domingo, 25 de janeiro de 2009

Aconteceu outra vez. Ontem apanhei mais um taxista racista. "Os pretos são todos burros", dizia o senhor. "Desculpe, mas não é assim", respondi. "Você conhece algum preto que não seja burro?", perguntou o senhor, que pelos vistos deveria ter sido laureado com o Prémio Nobel da Ciência e, com mais uma forcinha, também tinha levado o Nobel da Paz. "Conheço", respondi eu, "e também conheço brancos bastantes estúpidos" (como tu, que se fosses inteligente tinhas percebido a dica e calavas-te). Mas não. Continuou: "um branco nunca é burro. Pode é, às vezes, nascer de pernas para o ar". Entretanto, um carro passa por nós, na tentativa de fugir à camioneta do lixo, mas a única coisa que consegue é complicar ainda mais o pequeno caos que já se tinha criado ali no Largo da Graça. "Está a ver isto, menina?!". "E é branco!", comentei eu. E era mesmo branco, quase anémico, de barbicha preta e óculos. "É escarumba! Não vê que ele é meio escarumba! Eles são todos burros. Já viu algum a ocupar um cargo importante?". "Já", disse, na esperança que a luminária se lembrasse que, ainda esta semana, Barack Obama tinha tomado posse como Presidente dos E.U.A., mas ele não deve ter visto porque estava muito ocupado a descobrir a cura para o cancro ou nalguma cimeira da ONU.
Quando estávamos a descer a rua de minha casa, enquanto ele contava como "um preto com um carro igual ao dele tinha tido a lata de se picar com ele", numa competição automobilística inter-racial, decidi que seria divertido mostrar-lhe o verdadeiro parvalhão que ele era. Já depois de lhe pagar, disse: "Sabe, o senhor tem que ter mais cuidado com os comentários que faz porque nunca sabe quem leva cá atrás. É que pode não parecer, mas eu sou filha de um escarumba (apesar de ser bastante "claro" que sou filha de um frigorífico e de uma máquina de lavar roupa)". O homem mudou de cor (no pun intended) e desculpou-se, sem pedir desculpa, dizendo que se o termo escarumba não era para ofender. "Pois não, é um termo carinhoso, assim como todos os outros comentários que o senhor fez durante a viagem" e saí do carro, para entrar um grupo de amigos negros que, para lhe darem dinheiro a ganhar, já preenchiam todos os requisitos.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
AI...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
PIADAS TAXISTAS

Sempre andei muito de táxi, mais do que devia andar, e poderia facilmente criar um blogue só com as aventuras que tenho em táxis. Já me aconteceu de tudo um pouco, desde um taxista suicida a outro que queria assumir as responsabilidades paternas na minha educação, quando era míuda. Acontece-me frequentemente ter discussões sobre a modalidade verbal - aquela coisa do "queria" ou "quer" - mas isso fica para outra vez.
Outra coisa que um passageiro de táxi ouve com muita frequência são comentários racistas. Anteontem, quando estava a passar na Rotunda do Marquês de Pombal, de táxi, estava lá um carro parado e o condutor, de raça negra, estava a falar com a polícia. "Nesta Rotunda há cerca de 200 acidentes por dia" - disse o motorista - "e o pior são estes mascarrados. Os mascarrados a conduzir são um perigo!" Achei o comentário altamente ofensivo, não só pelo conteúdo, mas principalmente pelo termo que utilizou.
Fiquei com pena de ter que ficar ali mesmo no Marquês de Pombal quando poderíamos ter feito uma agradável viagem até ao Colombo onde eu utilizaria a ironia socrática para lhe demonstrar que o estúpido era ele, que caía naquele tipo de generalizações, e que se andasse de carro com muitos brancos que eu conheço - ou até mesmo ele próprio, que tresandava alcoól - preferia ser conduzido pelo Ray Charles, que é negro, cego e morto.
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