quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

TAXI STORY Nº3


A terceira história é um "copy paste" devidamente autorizado do blogue do ZEP e envolve polícia e tudo. Um clássico! Se também têm histórias interessantes, enviem para diariodemarilu@gmail.com .


"Apanhei o taxi em frente ao Centro Comercial Portugália na Av.Almirante Reis na direcção Martim Moniz sentando-me no banco de trás encostado à porta do lado direito. Pedi para me levar para Campolide. O condutor virou na primeira rua à direita e na Rua de Arroios à esquerda. Ao chegar ao final da Rua de Arroios, em vez de virar imediatamente à direita de forma a subir pela Joaquim Bonifácio e descer a Rua do Conde Redondo e depois a Av. Liberdade na parte de cima podendo seguir pelo Marquês de Pombal ou pelo Rato, o condutor seguiu em frente por forma a tomar o caminho via Campo Mártires da Pátria, Rua das Pretas e depois Av. Liberdade na parte debaixo, conforme me disse mais tarde. Apercebendo-me que estavamos a fazer um caminho mais longo, perguntei se não teria sido melhor termos virado à direita antes.
Nesse exacto momento, o condutor parou o carro em frente a uma bomba de gasolina no Largo de Santa Bárbara e disse: “Não estou para isto!! Apanhe outro carro! Saia já do meu carro! Um gajo faz o melhor que pode! Não estou para isto”, abriu a sua porta, saíu do taxi, circundou o carro por trás e abriu a minha porta e disse “Saia já do meu carro!!” eu respondi “Dê-me uma caneta por favor”. A minha intenção era ficar com os dados do condutor para fazer queixa à firma responsável posteriormente. Ele disse “Tire a matrícula. Faça o que quiser! Se quer as coisas à sua maneira apanhe outro carro!”. Eu pedi de novo uma caneta. E disse que ía usar a caneta dele que estava presa na saída de ar do interior do carro. O condutor dizia “Faça o que quiser!! Saia é do meu carro!!”. Ao não obter uma resposta coerente peguei na caneta e num bloco de “post-its” que se encontrava aos meus pés. Nesse momento, ele agarrou-me pelo braço e tentou puxar-me para fora do carro enquanto gritava “A mexer nas minhas coisas???” . Fiz força para dentro sem lhe tocar, e com a mão livre liguei para o 112 do meu telemovel. Disse ao quem me atendeu que estava a ter problemas com um taxista no Largo de Santa Bárbara e que este me queria expulsar do carro. Nesse momento, o condutor entrou de novo no carro e ligou a ignição. Eu gritei “Não mexa o carro daqui!!”. Pedi ao agente que ainda estava ao telefone para mandar um carro patrulha. O condutor disse: “Eu vou é levar-te para a esquadra!” e arrancou. Eu disse então ao agente que não era necessário, visto eu estar já a caminho da esquadra. O condutor subiu a rua e parou perto de um policia de giro no Largo Conde de Pombeiro, perto da embaixada de Itália. Saíu do taxi e foi falar com o agente. Aqui ouvi o condutor dizer que pelo caminho que queria fazer ía dar à Avenida da Liberdade. Eu mantive-me quieto no interior do carro esperando o desenrolar da situação. Uns minutos depois, o condutor aproximou-se da janela do seu lado e, olhando para mim, disse “Ainda nos vamos encontrar por aí, meu filho da puta!”. Abri a porta do carro e pedi ao agente para se aproximar. Perguntei o que estava a acontecer e se ía demorar muito tempo. O agente disse que tinha chamado o carro patrulha da área e que teriamos de aguardar a sua chegada, aconselhando-me a manter-me no interior do veículo. Passados mais uns minutos, o condutor abriu a porta do meu lado e mostrou-me a parte de baixo da sua perna quase junto ao peito do pé e disse “Isto foi o pontapé que me deste quando não quiseste sair do carro! Estás fodido, filho da puta!”. Eu não lhe tinha tocado. O alto que se via devia ser de ter feito força com a perna encostada ao carro quando tentou puxar-me para fora. Fechou a porta. Mantive-me dentro do carro. Mais uns minutos passaram e o condutor voltou a entrar no carro e deslocou-o para outra zona no mesmo largo. O carro patrulha chegou e o condutor falou com os agentes primeiro. Mantive-me dentro do carro até um dos agentes me pedir a identificação. Nessa altura saí do carro e contei a minha versão. Após recolha de todos os dados, fui informado pelos agentes que as identificações se encontram na esquadra do Martim Moniz e que tenho 6 meses para apresentar queixa do condutor do taxi. Ainda em frente aos policias, o condutor disse-me: “Tu não tens respeito por quem está a trabalhar. Tens sorte de não ter apanhado outro tipo de taxista que te trataria logo da saúde. Tem muito cuidado e respeito quando andares de taxi porque ninguém atura esse tipo de comportamento! Eu tenho filhos da tua idade!”.
Disse aos agentes que tinha receio de ficar sozinho no largo pois o taxista poderia voltar e tinha também receio de apanhar outro taxi, pois a historia já poderia estar a correr outros condutores. Pedi para me levarem até à esquadra por forma a estar em segurança e poder então ir para casa. Mas esse pedido foi-me negado dizendo: “não somos taxi” e foram embora. Acabei por entrar no primeiro autocarro que vi para sair dali o mais rápido possivel.
[...] quando os polícias chegaram e ouviram primeiro a versão do taxista falaram comigo com muito maus modos. Disseram-me "Sai já do carro! Mostra os teus documentos!". Foram mesmo brutos e parvalhões. Curiosamente, quando perguntaram a profissão e respondi assessor de imprensa em programas de televisão é que começaram a tratar-me por O senhor isto, o senhor aquilo e pude contar a minha versão dos acontecimentos."

1 comentário:

Adler disse...

Quando me acontecer uma coisa dessas ja sei que profissao inventar!!!!

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