sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

ANÓNIMO DIXIT...



"Não sei porquê mas, sempre que apanho uma bebedeira, falo
Português."


Um amigo belga.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

YOUR MOTHER SETS CLOCKS IN HELL!

"Mãe, quero um telemóvel da Hello Kitty!"


Não odeiam quando adaptam séries televisivas ao cinema? E quando acontece o contrário? É que é isso que estão a tentar fazer com o "Exorcista". O clássico de terror de 1973 - e um dos meus filmes preferidos - está a ser adaptado para um formato de série televisiva pelo autor do livro, William Peter Blatty.


Pergunto-me que piada terá ver, pelo menos uma semana, uma série sobre uma criancinha sob posse demoníaca. É claro que poderão fazer render mais aquela belíssima cena em que a menina começa a dizer palavrões ao "doutor da caixa" e que me faz sempre rir à gargalhada - mas eu tenho a maturidade de uma criança do ensino básico. Quem vai ter paciência para ver a menina a vomitar verde 50,000 vezes e a insultar a honra da mãezinha do padre até este já não fazer mais nada do que revirar os olhos e chegar à conclusão que o que a menina é mimada e tem a parvoeira típica da adolescência?


Giro, giro, era fazer uma adaptação do "Exorcista" à realidade portuguesa, mas ninguém se lembrou ainda de me chamar para isso. Chamar-lhe-ei "Lá Em Casa, Tudo Possuído". Passa-se num bairro típico lisboeta, e é a história de uma família que lida com a possessão demoníaca da mai' novinha, Jessica Odete. A mãe tem um grande desgosto e tenta esfregar a língua da menina com sabão azul e branco para ela não dizer tantas asneiras, mas o pai aproveita o dom da filha e leva-a para os jogos do Benfica para alguém insultar o árbitro como deve ser. Tenho já pensados textos magníficos que incluem frases como: "Jessica Odete, não me mijes nos Arraiolos!", "Vomitas a sopa para cima do senhor padre e não vês os Morangos com Açúcar durante uma semana".

I HATE THIS PART


Os trolhas da obra ao lado estão a ouvir Pussycat Dolls. Continuo à espera que estes senhores façam um musical.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

CORREIO SENTIMENTAL


Já se esqueceram que este blogue dispõe de um Correio Sentimental 24 horas inteiramente à vossa disposição? Não? Então, peguem nos vossos problemazinhos, verbalizem ou digitalizem e enviem para diariodemarilu@gmail.com que eu arranjo solução para tudo. Sim, até para isso.
Acho "Face Oculta" um óptimo eufemismo para "Cara Podre".

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

São Martinho


Reza a lenda que um cavaleiro romano estava a fazer ronda quando viu um velho mendigo quase nu, cheio de fome e de frio, num chuvoso dia de Outono. O cavaleiro, solidarizando-se com o mendigo, cortou a capa ao meio com a espada e ofereceu-lhe uma metade. Nesse momento, a chuva parou e o dia ficou quente e solarengo.


Aprendemos esta história em pequenos, quando festejávamos o dia de S.Martinho na escola, com um carbicídio colectivo e devo dizer que sempre me fascinou - a lenda, não empanturrar-me de castanhas. Decidi fazer várias actualizações da história para vos mostrar a degradação moral dos tempos modernos.




VERSÃO 1


Reza a lenda que um cavaleiro romano estava a fazer ronda quando viu um velho mendigo quase nu, cheio de fome e de frio, num chuvoso dia de Outono. O velho disse: "Por favor, estou cheio de frio, tem alguma coisa que me possa dar para me aquecer?". Martinho respondeu: "Tira os olhos da capa, que é da Burberry's!".




VERSÃO 2


Reza a lenda que um cavaleiro romano estava a fazer ronda quando viu um velho mendigo quase nu, cheio de fome e de frio, num chuvoso dia de Outono. O cavaleiro, solidarizando-se com o mendigo, cortou a capa ao meio com a espada e ofereceu-lhe metade. Neste momento, saem três fulanos encapuzados de trás de um arbusto, com uma moca na mão, espancam Martinho até o deixar inconsciente, roubam-lhe as roupas e fogem com o cavalo - o primeiro episódio de horsejacking da História.




VERSÃO 3


Reza a lenda que um cavaleiro romano estava a fazer ronda quando viu um velho mendigo quase nu, cheio de fome e de frio, num chuvoso dia de Outono. O cavaleiro, solidarizando-se com o mendigo, pegou na espada para cortar a capa ao meio, mas o mendigo interrompeu-o e disse: "ó chefe, não me pode dar antes uma moedinha de 2 euros?".


VERSÃO 4


Reza a lenda que um cavaleiro romano estava a fazer ronda quando viu um velho mendigo nu, cheio de fome e cheio de frio, num chuvoso dia de Outono. O cavaleiro, solidarizando-se com o mendigo, cortou a capa ao meio com a espada e ofereceu metade ao mendigo. Nesse momento, o dia ficou quente e solarengo. Corta para: Al Gore a aparecer detrás de um arbusto para fazer uma palestra sobre o aquecimento global.


Este post é dedicado a Mamãe, no seu dia de anos.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

BAD ROMANCE

A Lady Gaga decidiu escrever uma música sobre a minha vida amorosa, vestiu Alexander McQueen e fez um vídeo extraordinário, fabuloso, magnífico e é por isso que eu gosto tanto dela!


segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Tomara-Que-Caia!



Li hoje que a rapariga que levou um mini-vestido para a universidade, no Brasil, foi expulsa. Os senhores da UNIBAN afirmam - entre outras coisas - que ela assumiu um comportamento provocatório, que levantou algumas vezes o vestido (para mostrar o pescoço) e que, apesar de ter sido aconselhada por colegas e funcionários a mudar de roupa, quando foi à casa-de-banho, saíu de lá com o mesmo modelito. Sim, porque todas as mulheres trazem uma muda de roupa dentro da mala. Eu própria sou menina para levar um blazer, um top, umas calças e umas sandálias dentro de uma clutch, não vá o Diabo tecê-las, e isto sem contar com o equipamento desportivo para dar um saltinho ao ginásio.

A questão que os meus amigos leitores têm na cabeça é: "porquê tanta hipocrisia, na terra do fio dental?". Eu pergunto: e ninguém faz nada em relação ao uso de Crocs?

No meu tempo de faculdade, havia raparigas que apostavam num look "fato-de-treino + sapato de vela", havia a tão sofisticada combinação "mini-saia + sapato de salto alto + meia de lycra" e havia um rapaz de saia que se fazia passear num monociclo com uma banana insuflável, mas eu andei na Faculdade de Letras. Ninguém se chateava com isso. Não havia os "diferentes" porque eramos todos diferentes e toda a gente sabe que em terra de reis, quem tem um olho é cego.

A questão fulcral aqui não é só vestir-se de acordo com a ocasião, mas sim com o número. Se vestes um 42 e vais para a faculdade de mini-saia, é crime. Se vestes um 32 e usas mini-saia vais desfilar para a Victoria's Secret.


quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

AS ELEIÇÕES, MEU DEUS, AS ELEIÇÕES...


Eu sei que, durante a minha ausência, houve eleições legislativas e ficámos a saber que os portugueses continuam a preferir a praia ou um passeio no Colombo a cumprirem os seus direitos e deveres cívicos. Claro. A democracia não bronzeia, não se compra no Continente, nem dá para jogar na Playstation 3. Algures num cemitério em Santa Comba Dão, os restos mortais de um famoso velhinho rebolam-se a rir.

Uma coisa que me tem feito muita confusão nesta belíssima maratona de eleições foi o aparecimento do termo "arruada". Penso que é a primeira vez que esta palavra aparece porque nunca a tinha ouvido antes. "Arruada" soa-me a duas coisas: a uma festa popular, daquelas no Ribatejo em que soltam um touro pelas ruas e depois as pessoas vão lá meter-se com o animal - parece-me o mais próximo com o que acontece na realidade - ou, simplesmente, "peixeirada". Durante a campanha das legislativas, sempre que ouvia "arruada", o meu cérebro produzia uma estranha imagem da candidata do PSD com uma canasta de peixe à cabeça e um carapau na mão, pronta a esbofetear com o dito peixe quem lhe fizesse frente.

No outro dia, estava no Bairro Alto à noite e houve uma "arruada" do António Costa. Apareceu com uma comitiva de celebridades, a distribuir folhetos. Achei aquilo muito mal, porque a maior parte das pessoas acabou por deitar os papéis para o chão e continuaram a embebedar-se e a fumar charros. Alguns reclamaram porque os folhetos distribuídos pela comitiva não serviam para fazer filtros. Estou certa que os eleitores que estavam nesse dia no Bairro Alto teriam preferido que António Costa tivesse pago uma rodada à malta na Tia Matilde e, de certo, estariam mais disponíveis para o ouvir. Mesmo assim, estiveram bastante disponíveis porque pareciam ter esquecido que foi aquele senhor que nos mandou para casa mais cedo desde que os bares passaram a fechar às 2 da manhã - 3, em período pré-eleitoral.

Para concluír, informo que no Domingo vou votar. A minha dermatologista desaconselhou-me a praia e não estou com muito dinheiro para passeios no Colombo, por isso deslocar-me até à Junta de Freguesia parece-me um bom programa de Domingo à tarde.

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

ANÓNIMO DIXIT...


"já me dizia o meu avô no seu leito de morte: prefere uma mulher que se saiba maquilhar a uma mulher com boa cara. a cara estraga-se sempre, mas a que se sabe maquilhar disfarça melhor..."


Anónimo

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